Canoinhense cria falsa delegacia em Novo Hamburgo, no RS

Delegacia de fachada era utilizada no “golpe dos nudes” para pressionar as vítimas da extorsão. Foto: Reprodução/JMais.

Um canoinhense de 26 anos, foragido do sistema prisional de Santa Catarina, agora está sendo procurado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul (RS). Gustavo Antonio Demétrio Araújo é apontado como chefe de uma organização criminosa, acusada de montar uma falsa delegacia de Polícia Civil em um prédio no bairro Canudos, em Novo Hamburgo.

No local, policiais da 1ª Delegacia de Polícia (DP) de Novo Hamburgo encontraram na quarta-feira, 27, banners de diversos Estados da Federação e banner da Polícia Federal, além de uma bandeira do RS, uma bandeira do Brasil e uma bandeira de SC, que eram usados para aplicar estelionatos e extorsões. Uma sala simulando uma Delegacia de Polícia foi montada no local, com mesa e cadeiras, computadores, impressoras, algemas, rádios comunicadores, armamentos falsos (arma longa e pistola), camisetas e canecas da Polícia Civil, entre outros.

Foto: Divulgação/Polícia Civil.

A delegacia fictícia era para dar mais credibilidade aos golpes aplicados. Ao longo das buscas foram encontrados diversos documentos forjados pela organização criminosa com inúmeras fotos e dados das vítimas para aplicar o “golpe dos nudes”, inclusive um caderno com diversas anotações dos valores recebidos. “O golpe era milionário”, informou o delegado Tarcísio Lobato Kaltbach.

Durante o cumprimento dos mandados, três homens foram presos: dois deles catarinenses e um do Rio Grande do Sul. No entanto, o canoinhense, que se encontra com mandado de prisão expedido pela Justiça de Santa Catarina e segundo a PC, utiliza um documento falso do Estado do RS, conseguiu fugir. Gustavo está foragido do sistema prisional catarinense desde 2020, quando recebeu um benefício de saída temporária e não retornou ao Presídio de São Francisco do Sul. Ele tem dois mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas e outras investigações pelo mesmo crime.

O trio preso deve responder pelos crimes de tráfico ilícito de entorpecentes e associação ao tráfico de drogas, formação de quadrilha, estelionato, extorsão e uso de distintivo ou símbolos de função pública que não exerce.

A Polícia Civil do RS estima que a quadrilha recebeu milhares de reais em apenas um mês. Foram encontradas anotações mencionando inúmeras vítimas de diversos Estados da Federação.

Também foram encontrados no local aproximadamente 2.500 comprimidos de ecstasy.

Nesta sexta-feira, 29, a Polícia Civil de Novo Hamburgo encontrou uma nova delegacia fictícia montada no bairro Vila das Flores. Entretanto, ainda não se sabe se há ligação com a que foi encontrada na quarta-feira, 27.

Redação Portal RDX

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