Escolas municipais e CMEIS voltam às aulas presenciais no dia 19 de julho em Irati

Aulas iniciarão com os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental e do Maternal 3 dos CMEIS. Apenas 30% dos alunos matriculados em cada turma frequentarão as aulas presencialmente.

As aulas presenciais na rede municipal de educação de Irati serão retomadas a partir do 19 de julho, de forma gradativa. Nas escolas, apenas 30% dos alunos de cada turma irão frequentar as aulas. O restante dos alunos deverá continuar com o ensino remoto.

De acordo com a secretária de Educação de Irati, Jandira Girardi, os primeiros alunos a voltarem nas escolas municipais serão os do 5º ano do Ensino Fundamental. “Vai ser gradativo essa volta. Iremos voltar com os quintos anos nas escolas, com 30% dos matriculados”, disse Jandira.

A intenção é que os alunos das demais séries possam voltar gradativamente, ou seja, a cada semana uma turma de outra série voltaria. Com isso, o objetivo é que até agosto todas as escolas municipais possam voltar a ter todas as turmas, com capacidade de apenas 30% dos alunos matriculados.

Os alunos dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), com crianças em torno de três anos, também irão voltar no dia 19. “Com os CMEIS, a gente de princípio está voltando com o Maternal 3. Foi feita a pesquisa, inclusive, apenas com o Maternal 3 e o Maternal 2. Estamos voltando de início no mês de julho apenas com o Maternal 3 para a gente poder nesse momento, por eles serem menores, então queremos ver o espaçamento e tudo que precisa porque são pequenininhos”, afirma a secretária.

Com apenas alunos do Maternal 3, as demais salas também serão utilizadas, distribuindo assim, a quantidade de alunos. “Como volta o Maternal, não volta berçário, nós vamos ter esse espaço das outras salas para dividirmos esses pequenininhos e utilizarmos essas salas dos demais para a gente poder ficar com eles”, explica.

O transporte escolar também voltará recebendo apenas 30% dos alunos nos veículos. A Secretaria de Educação também pede que pais colaborem com o transporte já que ele deve ser usado apenas por quem mora muito longe da escola. “Como o transporte já é usado para alunos que moram há mais de 2 km da casa até a instituição escolar, então eles não podem ser usados por alunos que moram há 1 km”, disse Jandira.

Normalmente, o transporte escolar recebe alunos da rede municipal e estadual. Porém, a secretária destaca que os alunos da rede municipal serão priorizados. “Sempre lembrando que nós atendemos o município e o estado. Mas a gente vai priorizar neste momento, os nossos alunos da rede pública municipal, para vendo essa porcentagem e a gente vai ofertar ao Estado a porcentagem que vai sobrar, no caso. Isso já foi um acerto entre a Secretaria de Educação e o Núcleo Regional da nossa cidade aqui”, explica.

Os ônibus também estarão preparados para receber as crianças. “Os ônibus de início já estão demarcados os lugares que as crianças podem sentar e não podem. Isso os motoristas mesmo já vão orientar e já vão ver. Na entrada, já tem o álcool, já foi colocado o álcool que a gente agilizou para eles colocarem. Então, como agora a gente inicia com 30%, a gente pensou que o motorista mesmo ele vai dar esse cuidado, vai dar essa orientação, que ele mesmo vai olhar”, conta.

A secretária explica que a decisão da volta das aulas foi realizada após uma pesquisa com pais de alunos. A pesquisa ainda não foi finalizada, mas dados prévios mostram que há mais pais contra a volta. No entanto, segundo a secretária, não há muita diferença entre quem é a favor ou contra, por isso a decisão é de voltar gradativamente. Em outra pesquisa, os pais que foram contra tiveram a maioria dos votos e as aulas não retornaram. “A gente respeitou o não que os pais haviam dado e graças à Deus, naquele momento, a gente não voltou mesmo. Não teria como voltar. Só que a gente foi muito criticado porque não respeitamos o sim dos pais, só respeitamos o não. Agora a gente vai respeitar o sim desses pais”, relata Jandira.

A secretária explica que os pais que não se sentirem confortáveis em enviar os filhos para as aulas, poderão mantê-los no ensino remoto. “O pai é livre para escolher se quer esse momento que o filho vá para aula presencial ou não”, explica.

Até o momento, os professores, motoristas e funcionários das escolas já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19. “Isso não diz que nós não vamos ter o Covid, de maneira alguma. Todos nós sabemos disso. Por isso até estamos fazendo dessa forma, gradativa, da volta às aulas, para que até agosto, se Deus quiser, todos da educação já estejam com a segunda dose da vacina. Que também não é um 100% que não vai pegar e não acontecer nada. A gente está consciente disso. Mas pelo menos com essa forma gradativa, a gente vai podendo trabalhar melhor a adaptação desses alunos que estão voltando”, disse.

Os professores e funcionários também receberam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Além disso, as escolas estarão preparadas com máscaras caso alguma criança esqueça ou tenha problema com a própria máscara. “A secretaria ela tem, só que a gente vai respeitar também porque sabemos que os alunos já vão com as suas e já são acostumados. Então, também teremos essa tolerância, vamos respeitar. As escolas também vão ter, porque tem aquele aluno que perde, tem aquele aluno que vai lanchar e depois esquece lá. Aí você não vai saber de quem é, então você pode colocar outro”, conta.

A secretaria de Educação também preparou um guia com informações e orientações para os pais de como devem proceder neste período. Jandira explica o material que estará disponível na cartilha. “Toda a explicação do Covid, da pandemia, tudo assim. E como vai proceder, como vai ser. Ali vai constar os 30% por sala, como será o transporte, como será a volta no CMEI, como será o recreio, estará explicado, como serão as aulas de educação física, entrada e saída. Porque não pode aglomerar. Terão horários diferenciados”, relata.

Os alunos que não estiverem no ensino presencial, continuarão com as aulas remotas. Os pais deverão consultar as escolas para verificar como será feito esse ensino, se haverá algo diferente ou mantem como está. “Ele vai entrar em contato direto com o gestor da sua escola ou coordenador do CMEI. E esse gestor e o coordenador que irão resolver essa situação junto com os pais”, conta.

Há também a opção para os pais que decidirem colocar o filho no ensino presencial, mas depois se arrependerem. “De início é tudo novo porque muitos que assinaram sim, depois estão vendo: ‘Não agora eu vou colocar não, não vou mais’. Vai ter muitos que vão querer mandar e vai ter aqueles que vão dizer: ‘Meu filho não está preparado, não consegue ficar de máscara, está se batendo’. Por isso que eu falo, nós temos que iniciar para a gente ver como que vai se portar essa situação”, disse.

A secretária explica que a preocupação é com a adaptação das crianças que irão voltar a uma rotina presencial e com cuidados. “Essas crianças não voltam apenas com o aprendizado deles que está, não chego a dizer defasados porque os pais e mães fizeram o que podiam e a gente sabe que foram companheiros, foram professores, então se dedicaram. Mas eu penso em várias formas porque o Covid atingiu emocionalmente, psicologicamente, financeiramente. É essa adaptação que estamos pensando junto com a equipe da educação”, explica.

Por isso, a Secretaria de Educação irá avaliar aos poucos o andamento da volta às aulas. “Se a gente vê que não dá certo, que a coisa começa a ficar difícil, tudo pode parar, principalmente quando estamos lidando com vidas”, disse.

Contudo, Jandira destacou que é preciso iniciar esse processo. “Todos temos medos, mas uma hora temos que voltar. Pode ser que nós não sabemos se agora é a melhor hora, ninguém sabe qual é a melhor hora. Mas eu penso assim que agora a gente está dando esse passinho e vamos ver como vai se portar tudo isso, o que vai acontecer e nada que a gente não possa voltar atrás”, afirma.

Redação Portal RDX

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