Com chegada do 5G, parabólicas vão deixar de funcionar

Antenas ocupam a mesma frequência do 5G e causariam interferências na rede.

Há duas semanas, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizou o leilão do 5G. Foram oferecidos durante o leilão, lotes nas faixas de frequência de 700 MHz (megahertz), 2,3 GHz (gigahertz), 3,5 GHz e 26 GHz. Claro, Vivo e TIM arremataram os principais lotes do leilão.

A novidade, porém, levanta dúvidas sobre o futuro das parabólicas para TV aberta, já que as antenas ocupam a mesma frequência e causariam interferências na rede.

O processo deve funcionar como a mudança da TV analógica para a TV Digital. De acordo com o edital de regras do leilão, as operadoras de telefonia vencedoras do processo serão responsáveis por substituírem os aparelhos e terão de distribuir receptores e antenas menores para as pessoas que ainda utilizam antenas parabólicas. Esta distribuição, apesar de gratuita, deverá ser somente para pessoas de baixa renda, devidamente registradas no Cadastro Único (CadÚnico).

A Anatel optou pela migração total, pois simuladores apontaram que filtros instalados em TV não impediriam a interferência e a sobreposição das redes poderia atrapalhar a nova tecnologia, já que a banda C, que transmite TV via satélite para parabólica atua na frequência de 3,7 GHz a 6,45 GHz, e o 5G vai utilizar de 3,3 GHz a 3,7 GHz.

O levantamento mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feito em 2019, afirma que 27% dos brasileiros ainda possuem antena parabólica.

A previsão é de que até julho do ano que vem o 5G já estará disponível nas capitais brasileiras. O resto do País deverá aguardar um pouco mais, já que as cidades com mais de 30 mil habitantes deverão receber a nova tecnologia até 2029.

Redação Portal RDX

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