Após perder filho, casal do Paraná larga tudo, viaja de kombi e prepara livro sobre a experiência

Como lidar com a dor de perder um filho? O casal curitibano, Flávio e Flaviane, trocou o carro por uma kombi, vendeu a casa, largou a carteira assinada e deu início a uma jornada pela costa brasileira e por vários países da América do Sul. Além da viagem, os pais do menino Pietro querem lançar um livro contando sobre o processo para entender e superar a perda (veja como ajudar).

Pietro morreu com dois anos de idade. Ele nasceu com uma doença rara, um erro cromossômico difícil de ser diagnosticado. Nem mesmo os médicos sabiam ao certo o que deveria ser feito para salvar a vida do garoto. “Nós fizemos tudo que podíamos por ele. Depois que ele faleceu, ficamos sem rumo, sem saber o que fazer da vida, que já não tinha mais significado. Por isso, decidimos mudar completamente e embarcar nessa aventura”, explicou a mãe, Flaviane.

Em entrevista à Banda B, Flávio afirmou que a ideia de comprar uma kombi e sair pelo mundo surgiu, em um primeiro momento, como uma fuga da situação. “Cheguei em casa depois de um dia de trabalho, cansado, e falei: ‘que vontade de sumir com uma kombi pelo mundo!’. E a Flaviane respondeu: ‘bora’”, contou ele.

O momento de desabafo foi o primeiro passo de um planejamento que durou cerca de três anos até que o sonho, de fato, se concretizasse. A kombi recebeu uma série de modificações e se transformou em uma ‘kombi home’, com cama, pia, fogão e banheiro.

Partida

O casal partiu de Curitiba no dia 5 de fevereiro do ano passado, na data em que Pietro completaria seis anos. 50 dias depois do início da viagem, o coronavírus tomava o mundo. O sonho precisou ser interrompido à força.

Após meses de quarentena, a viagem foi retomada no dia 6 de janeiro deste ano.

“A ideia inicial é subir toda a costa do Brasil até a Ilha de Marajó, no Pará, e depois ainda não decidimos. Podemos descer pelo Centro-Oeste e ir até o Ushuaia, na Argentina, e na sequência ir para outros países; ou podemos sair do Pará e tentar atravessar para a Venezuela ou Colômbia, vai depender muito de como estiver a pandemia nesses lugares”, revelou Flávio sobre o trajeto.

“No começo foi mais difícil, mas a gente se adaptou. Nós imaginávamos que o que nos daria mais prazer seria conhecer lugares, mas descobrimos que o mais legal é conhecer pessoas. Conhecemos muitas pessoas e já fizemos muitos amigos”, comentou Flaviane à Banda B sobre como está sendo a viagem até o momento.

Para custear a aventura, ela confecciona biquínis artesanais com retalhos de lycra dentro da própria kombi e vende pelas cidades onde passa.

Livro

O livro, que mostra a busca do casal para superar os desafios de ter um filho especial, já está quase pronto, faltando apenas alguns ajustes e edições.

Para publicar o material, Flávio e Flaviane criaram uma campanha de financiamento coletivo. Os recursos serão usados para pagar a impressão do material, a arte da capa e o trabalho de diagramação do livro, além da taxa do site escolhido para a campanha.

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Redação Portal RDX

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